segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

PSD leva o PT ao ‘muro’, um território do PSDB


A proposta de aliança formulada por Gilberto Kassab empurrou o PT para um território antes monopolizado pelo PSDB: o muro. O petismo decidiu que o acerto com o PSD não será priorizado. Mas também não será descartado.

Quer dizer: o PT manterá Kassab a uma distância calculada. Nem tão próximo que amanhã não possa ser mandado às favas nem tão longe que amanhã não possa ser chamado de companheiro.

Kassab foi tema da reunião do conselho político do candidato petista à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. Terminado o encontro, o ex-ministro da Educação declarou:

“Na nossa opinião, não houve uma aproximação formal do PSD, os dirigentes do PT não foram procurados. E o PSD deixou claro que tem outras prioridades. A nossa prioridade, é a busca de coligação com os partidos da base aliada do governo Dilma.” Listou quatro legendas: PR, PDT, PCdoB e PMDB.

Dois, PR e PCdoB, trocam passes com Kassab. Os outros dois, PDT e PMDB, declaram-se decididos a empinar candidaturas próprias. O candidato do PDT, Paulo Pereira da Silva, é mais próximo do tucano Geraldo Alckmin que do petismo.

Gabriel Chalita, o postulante do PMDB, outro amigo de Alckmin, avançou demais para recuar. Uma meia volta desmoralizaria o candidato e o patrono dele, o vice-presidente Michel Temer.

Submetido a tais circunstâncias, Lula insiste para que o PT leve Kassab a sério. Receia que Haddad vá ao primeiro turno com uma coligação mixuruca. Daí o muro petista.

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